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Ascensão do Senhor: Contemplando nos Céus a nossa natureza humana

Ascensione, metà del XIV sec., Galleria Tretjakov, Mosca 1.       História                Na Ascensão, diz São Romano o Melodista:  Depois de ter realizado a economia em nosso favor e unido a terra ao céu, tu te elevaste em glória, ó Cristo Deus, sem separar-te de nós, mas permanecendo sempre unido a nós e dizendo a todos quanto te amam: Eu estou convosco.                A festa da Ascensão pertence ao período da Páscoa e já era celebrada nos primeiros quatro ou cinco séculos da Igreja juntamente com a festa de Pentecostes. O que sabemos, chegou a nós, através do diário de viagem de uma peregrina chamada Egéria que se encontrava em Jerusalém, na década de oitenta do século IV. Em seu diário, ela conta detalhes desta festa celebrada no quadragésimo dia após a Páscoa, de forma estacionária, uma v...

Cálices do Primeiro Milênio e sua bela simbologia Eclesial

Os cálices do Primeiro Milênio do Cristianismo tinham a copa grande porque deles bebiam não somente uma pessoa, mas, a Igreja.  A copa grande também simboliza o céu, o santuário que contém a Vida de Deus. O anel no meio do cálice é o próprio Cristo que une o céu à terra, é através dele que a base do cálice que simboliza a terra, o mundo criado, recebe a Vida divina e, é redimido.  Neste sentido, é fácil entender o porquê da copa e a base do Cálice serem tão próximas uma da outra, é Deus que desce para abraçar e resgatar o ser-humano obra de suas mãos.     Ao ser humano cabe somente acolher a graça que lhe é dada   gratuitamente.  A água misturada com vinho no cálice do Senhor é o povo que se une a Cristo. Quando o cálice do Senhor é consagrado, não se pode oferecer apenas água ou apenas vinho. Se apenas o vinho é oferecido, o sangue de Cristo está presente, mas sem nós; se houver apenas água, o povo é presente, mas sem Cristo. Mas quando os...

Iconologia do Belo Pastor

Don Luigi Razzano Na representação do Belo pastor, se convergem diversas imagens evangélicas que ampliam o valor simbólico da imagem: O retorno do filho pródigo, O bom samaritano, A descida à mansão dos mortos, Cristo Rei do Universo. O Cristo é caracterizado por um movimento de dar um passo avante, como também por um curvar-se sobre o mundo, sobre a humanidade, representada aqui pelo rapaz que ele traz em sobre as costas. O rapaz faz uma menção imediata ao filho pródigo que Cristo carrega como a ovelha perdida, e faz isso como o Samaritano. Aqui o socorro, a acolhida, o perdão, se concentram no gesto das mãos de Cristo, das quais a esquerda vigorosa prende bem estreito o pulso do rapaz enquanto a direita menos robusta e gentil, acolhe e cura com o óleo de seu amor.  Tudo acontece na altura do peito, como se quisesse recriar o pecador arrependido que agora pode entrar na Casa do Pai e fazer parte da Vida divina. Este gesto unido à forma das mãos evoca o amor paterno e mat...

Maria Santíssima Mãe de Deus

Majestade de Cimabue -1280 Galleria degli Uffizi, Florença- Itália Celebrar a realeza de Maria é celebrar a  realeza dos cristãos e, portanto, a realeza da Igreja, Povo de Deus. O ícone sobre a Realeza de Maria, é conhecido mais comumente, como  Majestade .  O trono que vemos, em um primeiro momento nos fala de realeza, manifesta o poder de reis e rainhas, mas neste ícone quer nos indicar o aspecto antropológico de Maria que acolhe o Redentor. Sua figura que geralmente, é associada ao poder do mundo, é vista aqui, em segundo plano, pois o verdadeiro trono de Jesus é a Virgem Mãe. “A dignidade da Mãe se mede pela grandeza do Filho. Se Cristo é o Rei do Universo à Theotokos (Mãe de Deus) se espera a honra de Rainha” [1] . Sim, Maria é a Rainha do Céu e da Terra e como imagem da Igreja, ela e todos os cristãos são chamados em Cristo, com Cristo e por Cristo a governar este mundo para que o seu Reino alcance todos os corações e transforme todas as realid...